O frio de Sampa

Inverno é sempre uma estação chic, eu pelo menos acho. A gente pode se produzir muito mais, afinal a quantidade de peças de roupas que precisamos usar para esquentar o corpo, obviamente é muito maior. Então vai desde de bota até o cachecol.

Nessa minha produção eu fiz o fundo todo preto, ou seja calça de couro e blusa preta, porém o resto eu dei um toque de cor ~ assim a gente foge do monocromático de inverno, não é mesmo?! ~ pra isso, fui logo tascando um casaco de leopardo e arrematei com um escarpam azulão. Eu adorei a mistura e vocês?!

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Fotos: Henrique Dip

Gente chata!

Recentemente, eu li um texto que criticava a falsa vida glamourosa nas redes sociais, sobre como vendemos ilusão, coisas do tipo “comemos sardinha e arrotamos caviar”. Inclusive, adorei uma frase do texto “eu tenho inveja de mim mesma”, queria ter escrito isso, #inveja.

Agora diga, quem vai postar uma foto feia, com a seguinte legenda ~de férias em Capri, MAS nessa hora estava quebrando o pau com o Paulinho~ essa é a minha vida, esse é meu clube, Nextel. Bem-Vindo ao Clube?!! quem compartilha tristeza, tragédia e roupa suja?!

Sério, nem a mais depressiva faria isso. No meu Instagram (que tem mais de 1.000 fotos), eu sempre posto as fotos das minhas viagens, dos meus pratos favoritos, dos creminhos que eu uso, da minha boniteza, dos amigos e amigas queridos, família e por aí a fora. Não sou humilde, pelo visto.

São momentos que por alguma razão, seja por vaidade, felicidade, informação, bobeira, acabaram lá. Agora, se a minha vida é igual a da família margarina do comercial, obviamente não.

Como cantou Caetano “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, resta os outros entenderem essa verdade, afinal puta saco se a vida fosse um conto de fadas, pra que servem os perrengues?! crescimento, meu amigo, evolução espiritual, né gente?!

Por isso, vamos respeitar aquela teoria antropológica, que cabe muito bem por aqui ~Etnocentrismo~ toda vez que achamos que a nossa tribo é a melhor do que a outra, erramos, perdemos a capacidade crítica. Já virou moda dizer que esta geração não sabe de nada, não foi feliz como a minha, por exemplo.

Quem disse?! esses seres avançados/crianças/adolescentes que infestaram o mundo cheios de tecnologias, são de outra era, aceitem. Falam tanto do celular, eu daria um pedacinho do meu dedo mindinho pra “naquela” época ter um. Fui uma adolescente super tímida, entrava em pânico na hora de ligar pra casa do namorado. Imaginem, se eu pudesse apenas mandar um WhatsApp ao invés de falar?! que felicidade.

Se, pra mim, a minha lista de música do IPhone certamente é a melhor de todas, afinal quem poderia deixar de lado Midnight Oil, Depeche Mode, New Order, Pearl Jam, Jamiroquai e o melhor de todos, Van Halen na voz de Sammy Hagar, ( se bem que, Jump tem que ser com o David Lee Roth) quem?!! para meus filhos de 19 e 15 anos, essa lista não representa coisa nenhuma, preferem aquele bate-estaca dos infernos. Ops!

A única vez que é certo escolher entre o melhor, a mais bonita, são nesses concursos de Miss, lá a regra é essa, o concurso te que ter um vencedor. Se bem que, dependendo do lugar onde for realizado o evento, dá marmelada, né?!

Agora, a patrulha dos sabem-tudo, dos opinam-tudo estão sempre a postos para palpitar e apontar o dedo. Os últimos babados da rede foram: Thaylinha (atriz) xingando o país de m*** e a caixa de mexiricas descascada.

Ora, quem nunca saiu p*** da vida de um aeroporto?! neguinho viajou horas, sabe lá se conseguiu dormir 5 minutos naquelas cadeiras de tortura, apertadas como uma gaiola, passa pela receita federal e toma uma tungada?! claro, que é obrigação declarar, mas no caso dela já havia sido.

Sobre as mexiricas, fala sério que o povo ficou debatendo o porquê delas terem sido descascadas pelo supermercado?! da perda da essência, da folga do comprador, do prazer de se descascar uma fruta, da geração preguiçosa, oxente, vai saber quem vai comprar. E, se a pessoa tiver problema motor?! não seria prático pra ela, e se forem para os velhinhos da terceira idade?! ah, deixa pra lá.

Conclusão, a menina foi esculhambada até por outro ator, que se achou no direito de passar umas lições de moral, dentre suas bravatas, ele citou atravessar o sinal vermelho, desculpa, mas eu faço isso, tá?! não vou dar bobeira de madrugada e correr o risco de ser assaltada, sorry, sinto muito, por favor não me esculhambe Tuca.

Meu único conselho à Thaylinha, para quando ela for esbravejar na rede é: respire fundo, espere algumas horas a adrenalina baixar para escrever seu desabafo e continue sendo você, se não resolver, deleta, bloqueia, nunca seremos unanimidade, elas são burras, Nelson Rodrigues já sabia disso a muito tempo…

E, quem achar que a minha, a sua, a nossa vida instagramática ofende a felicidade alheia, tá precisando de um bom psicólogo pra se lamentar ou um livro best seller de autoajuda pra ler.

Afinal, saporra de gente chata é muito chata!!  mexerica-pefeitura-de-Curitiba

Fotos: DQZ e Reprodução

Mudança à vista

Geralmente, somos reticentes a mudanças, eu por exemplo, contínuo usando o mesmo cabelo comprido desde que me conheço por gente, me permitindo apenas pequenas mudanças de altura, mais no frigir dos ovos, vou sempre de cabelão.

Imaginem, a dificuldade de mudar a cor da sala da minha casa?! passei anos, olhando aquele vermelho, até que ele próprio chegou um dia a me perguntar – “Oh!Dona, a senhora não se cansou ainda de mim?!”.

Em relação, aos meus restaurantes favoritos, me mantenho monotemática, escolho sempre o mesmo prato, e, quando não o faço por qualquer razão, me arrependo, afinal quem pode ficar sem os bolinhos de arroz do Ritz?!!

Esse pseudo-drama existencial, foi só para ilustrar a dificuldade nossa de cada dia em se fazer uma fácil/difícil mudança, mudar, tomar decisões e principalmente, de errar/acertar na hora de escolher entre o mesmo vermelho de sempre ou a novidade do azul.

Após, quatro anos de blog e três layout diferentes, chegou a hora de mudar one more time. Neste caso, a gente sabe que precisa renovar, mas sempre dá aquele friozinho na barriga, afinal um layout é a sua identidade visual, será o lugar onde todos vão associar seu nome à pessoa.

Por isso, procurei o Edu SouzaCampos, um super artista, que conseguiu “entender, captar e ler todos os meus desejos e pensamentos”, durante o processo de criação. Tarefa difícil, viu?! primeiro porque passar o que eu queria em palavras, até que foi fácil, mas o cara tem que passar pro papel, e isso sim é difícil.

Depois de um longo inverno, o DQZDramaQueenZen está pronto, lindo e com a cara da mãe (#orgulho). Mais moderno, dinâmico e atual, ele está pronto para a nossa nova fase juntos. Eu, LuMich vos apresento, com todo orgulho materno que cabe no meu coração, meu novo layout! Voilà!

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Foto: DQZ